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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ATI Radeon HD 5870 1GB

ACTUALIZADO A 01-10-2009: Adicionei link para análise detalhada da arquitectura no fim do post.

Que besta!


imagem via bit-tech

A ATI decidiu manter-se agressiva face à NVIDIA e decidiu ser a primeira a colocar no mercado o primeiro GPU que suporta Directx 11.

Pena não existirem ainda jogos que o suportem. Nem Sistema Operativo - o Windows 7 só sai daqui a um mês.

Para já é a solução de com apenas um GPU mais rápida do mercado, mas é apenas e só um luxo. Tem uma vantagem: nova tecnologia baixa sempre o preço da antiga. Talvez não sejam más notícias para mim ^^

A review da bit-tech aqui. E discussão detalhada da arquitectura aqui.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Inglorious Basterds


Detesto títulos enganadores. Gosto deles directos. Que não tenham rodeios. Mesmo que o filme seja complexo, ou até mesmo o título seja estupidamente longo (Eternal Sunshine of the Spotless Mind), gosto que o título seja representativo daquilo que vi.


Sacanas Sem Lei. Inglorious Basterds. Tanto traduzido, como original, o título não representa o fundamental da história. Podemos racionalizar e oferecer teorias dizendo que o título não é exclusivo ao grupo do Tenente Aldo Raine, mas que se aplica, dum modo ou de outro, aos vários personagens da história. Afinal de contas, são praticamente todos uns grandes sacanas sem glória.

E por esta ordem de raciocínio o filme podia chamar-se People e estava resolvido.

Explicando-me melhor, esta é uma história sobre judeus que se vingam. O filme podia chamar-se "A Grande Vingança Judaica", mas na volta os palestinianos se calhar também vão ao cinema e uma coisa desse calibre era capaz de os manter afastados da bilheteira. Aliás, a mensagem do filme é especificamente essa, deixando de lado o facto que outros (polacos, ciganos, russos, deficientes) também sofreram com o holocausto. Neste filme, os nazis são simplesmente maus, não há gajos de uniforme merecedores de redenção. Os judeus são simplesmente bons, sem um que se vira contra o seu povo a favor de salvar a sua pele. Escalas de cinzento no que diz respeito a morais? É melhor ver noutro lado.

Deixemos então de questionar a validade do título, ou a abrangência da mensagem, e foquemos o filme em si. É bom e entretém. Os diálogos são bem escritos, mas o seu conteúdo não é particularmente relevante ou inspirador de reflexão. Fala-se imenso sobre cinema, ou a história do mesmo, atirando-se nomes e datas para deleite dos geeks da sétima arte. Tarantino arrisca até, suponho, concretizar uma fantasia de adolescente metendo um agente secreto cuja especialidade é a crítica de cinema.

Toda esta conversa está ali um pouco para encher chouriços, já que não constrói personagens, nem implica os seus demónios interiores na história. São, na sua maioria, personagens simples, exceptuando o Coronel Landa e a Soshanna. Estes dois são, para mim, o que realmente fica do filme, e a cena inicial que os une em destino, sem trocarem uma palavra é o momento alto da experiência, cortesia duma excelente interpretação de Christoph Waltz.

O som é fenomenal, mas a banda sonora reflecte o espírito "Segunda Guerra Mundial Lite". A fotografia é muito atmosférica e faz o que lhe compete, servindo o filme e não o contrário.


Conclusões finais:

  • título muito inadequado;
  • sólido em entretenimento, mas parco em conteúdo;
  • ecoando o resto, Christoph Waltz e o seu Coronel Landa fazem a festa toda;
  • de todos os filmes do Tarantino, achei este o pior;
  • muito bom para passar o tempo, mas de longe imprescindível.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Prince of Persia: The Sands of Time


Como comprei a trilogia Prince of Persia para a PS2, decidi jogar de novo este título(a primeira vez que o joguei foi no PC) em vez de passar logo às 2 sequelas para relembrar o jogo.

Ora bem, diferenças entre PC e PS2... Gráficos, obviamente, onde no PC são melhores com AA em acção, mais detalhe, melhores efeitos, principalmente o efeito de nevoeiro que dá um melhor ar de misticismo ao ambiente do jogo, se bem que esta diferença visual entre as duas plataformas foi exagerada por eu estar a jogar com a PS2 ligada a um LCD de 40' por S-Video. Numa TV com definição standard, isto não deve ser tão evidente. Não tão óbvio é o som, o som dos diálogos tanto parecia nítido como noutras ocasiões era preciso fazer esforço para entender o que as personagens diziam.

O jogo não tem uma história por aí além, mas que entretém, ai isso entretém e bem. Um Rei, por conselho de um subordinado de um outro Rei, o Vizier, decide atacar este. O filho do primeiro, o Príncipe, nós, o jogador, decide tentar encontrar algo no meio deste ataque, um tesouro qualquer, que faça o pai reconhecê-lho. Encontra uma adaga especial, enquanto que os soldados do seu pai, o Rei atacante, descobrem uma ampulheta enorme com uma abertura, uma espécie de fechadura.


Depois disto, no castelo do Rei atacante e vencedor da batalha, novamente por conselho do Vizier, o Rei decide inserir a adaga que o Príncipe encontrou na abertura da ampulheta. Isto é feito pelo Príncipe e, como se costuma dizer, "all hell breaks loose".

Durante o jogo, fazemos duas coisas, lutar contra monstros de areia que eram humanos anteriormente e resolver puzzles recorrendo à acrobacia fantástica do Príncipe, a manipulação do tempo e, por vezes, a ajuda da nossa única companheira, Farah . Simples, mas altamente gratificante, até mesmo os combates com a sua mecânica simplificada. Pelo meio, vamos aumentando os nossos tanques de areia (necessários para a manipulação do tempo) sugando os monstros de areia e bancos de areia espalhados pelo jogo, bem como vamos encontrando cavernas misteriosas escondidas com uma fonte igualmente misteriosa que nos aumenta a vitalidade.
Falando em Farah, as interacções entre estes dois são um dos pontos positivos deste jogo, com bastante humor, mesmo quando só ouvimos o Príncipe a pensar sobre ela.




Os gráficos são jeitosos (considerando que se está a jogar numa PS2 ligada a um LCD de 40') com os seus ambientes bonitos e muito bem ilminados, mas muito importante para mim é o som com os efeitos sonoros e a banda sonora (adoro esta OST) a transmitirem a aura mística do médio-oriente necessária no ambiente do jogo.

Conclusão, isto voltou a lembrar-me do que tinha achado na primeira vez que o joguei. É um jogo lindo e está no meu top de jogos favoritos de sempre.

Agora dei uns toques na sequela, Warrior Within, para ir apalpando terreno e... fiquei desiludido. Enquanto que no primeiro jogo o Príncipe é ingénuo, impaciente, jovial e, no fundo, bom de coração, no segundo... basta dizer que uma das primeiras coisas a soar da boca dele é "Bitch!". É verdade que se passaram 7 anos entre a história dos dois jogos, mas mesmo assim... Bem, ele vai ser jogado na sua totalidade e, se for possível, ponho aqui o relato disso.

domingo, 23 de agosto de 2009

Crysis


"A bad taste in my mouth"

Quase dois anos depois de ter saído, num encontro com as chamadas ofertas de ocasião, decidi comprar o jogo que derrubou todas as máquinas.


Comecei por instalar a demo, mais para ver como é que a minha recém construída máquina lidava com o jogo que saiu uma geração antes do suposto. No entanto, acabei por me maravilhar com a beleza do mundo artificiado pelos homens e mulheres da Crytek. Não ganharam tantos prémios em excelência gráfica à toa.

O que as imagens não fazem justiça é ao relativamente profundo gameplay existente. A "gimmick"aqui está no Nanosuit, o fato que envolve o protagonista. Apenas um de quatro poderes pode estar activo de cada vez: força, velocidade, resistência ou invisibilidade.

Combinando a gestão deste leque de poderes que influenciam as abordagens das nossas incursões, com uma inteligência dos adversários bastante credível, em mapas com variadíssimas formas de chegar ao destino, criam-se as condições para excelentes cenários de gato e rato, em que os papéis se vão alternando constantemente.


Até agora, tudo ok, certo? Aliás, tudo o que falei pode facilmente inferir-se a partir da demo. Bem, pensei eu, o jogo completo será mais do mesmo. O que é bom, já que o "mesmo" está muito bem conseguido.

A história é vulgar, sem grande criatividade, a par das obras em que o Steven Seagal entra a partir ossos. Previsível e até confortável, apenas uma desculpa para andar a chacinar a maior parte do Exército Popular Coreano.


Pena, então, que para o final as coisas corram horrivelmente mal. E não falo daquele "mal que é fixe, porque surgiu um vilão interessante que me deu um motivo para dar cabo de ainda mais canastro". Falo mal, porque quando a história decide avançar, o jogo deixa de nos dar motivos para usar o fato de modo criativo e tranca-se numa sequência linear e scriptada, rumo ao clímax final.

E que clímax. Não sei bem por que carga de água, mas o raio do jogo no meu PC decidiu encravar numa set-piece. Decidiram colocar o máximo de coisas a rebentar numa zona com muita água, à noite.

A sério? A sério que comprometeram uma cena "épica" por obviamente ignorarem o conceito de desempenho médio (o jogo, na sua maioria, corre muito bem no meu PC) e encherem o final com tanta guloseima gráfica, que sinceramente, não interessa? Aconselharam-se com o Michael Bay, foi?

Acabei por descobrir, que esta cena onde encravei, está imediatamente antes do conflito final. Assim que soube isto, tive a certeza que o tal "mesmo" que vi na demo não iria voltar.

Como não estou aqui para as cutscenes, caguei.

Sim, assim mesmo. Caguei.

Portanto, para aqueles que finalmente conseguiram apoderar-se de hardware capaz de aguentar com este menino, e que talvez estejam interessados, tenho os seguintes bullet-points:
  • Excelente e indutor de adrenalina desde o início, até antes do terço final, quando as coisas ficam realmente esquisitas. Daí em diante, só aqueles mais interessados em "closure" é que irão retirar proveito. levar com um final da categoria do Halo 2. Yummy/Sarcasmo.
  • Menos Hollywood, e mais jogo a sério e estava aqui um clássico, tanto em tecnologia, como em design.
  • A meu ver, é uma ferramenta interessante de benchmark.


A ver se o Warhead redime alguma coisa.