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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Regressando à comodidade

O avanço inexorável para os anos mais maduros arrecada uma série de custos. A disponibilidade para aprender vai sendo cortada. A paciência guarda-se em vasilhames de menor volume. O tempo de reacção alonga-se.

Ser-se competitivo tem algo de irresistível. O ir contra oponentes mais tenazes e ardilosos, e dar-lhes a volta causa um tremor que dura um dia inteiro. Quando uma boa sessão acaba, um sente-se capaz de ir contra o mundo.




No entanto, novas vitórias levam-nos contra novos oponentes, e já dizia o sábio que existe sempre alguém melhor que nós. E então coloca-se a questão: salta-se para um desafio diferente, ou fica-se a praticar este? Optando pela primeira, perde-se um pouco aquilo que se aprendeu. Diz-se adeus à veteranice e a uma comunidade, e como uma criança, reaprende-se. Pela segunda, comecamos a escalar uma curva exponencial, em que quanto mais subimos, mais custa subir. Se dantes numa tarde se davam saltos, agora demora-se uma semana, um mês.

E com o acrescento de responsabilidades, de pessoas à nossa volta que queremos escutar, de outras coisas não digitais que queremos fazer, o aluno na constante busca de derrotar o mestre perde expressão, perde força. A reaprendizagem cansa, e o constante treino farta.

Começa a ser hora de ir largando aos poucos as vontades de vitória num jogo, e a reaplicá-las num mundo menos honesto, mais teatral, menos ordenado, mais fatal. Nunca abandonando de vez, mas quiçá com reduzida sede de triunfo.

Peguei de novo no Dragon Age Origins. Durante as férias, uma conversa num encontro fortuito fez-me aperceber de valores escondidos no jogo. Sem a hype de outrora, nem placa gráfica que aguente o Mass Effect de modo estável (já começa a pedir substituição), virei-me para o título castanho da Bioware, com nova vontade de experienciar personagens bem construídos e um sistema de combate táctico q.b. para me saciar o estratega pequenino a morar no sotão. Só não me peçam para resolver problemas de lista de compras. Existe um Blight para travar, yo!

Prova disso mesmo, testemunhem Ogren, um dos meus camaradas de armas, a dar gongos a tocar na cabeça da  Broodmother.


Learn more at the Gaming Wiki


Engraçado, quando encostei o jogo, tinha esta batalha à espera de acontecer, através da porta seguinte. Ri-me, pois aparentemente saí do restaurante quando iam servir um bom prato principal. Felizmente, esta comida não expira.


- Here comes Ogren!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Três da manhã

Olho para o meu desktop e suspiro por me aperceber aos poucos que não precisava do Dragon Age. Ferelden não me segura.

Por outro lado, redescobrir o Quake Live e partir as trombas a heréticos no Dawn of War 2 deixa-me contente.

Por mais que tente ir na direccão contrária, é o multiplayer que me chama. Sorrio quando sei que sou eu o gajo que faz com que a pessoa do outro lado pense/exclame "ai o gajo ali metido?!"

SPLAT!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dragon Age Origins


Está aqui.



19 horas depois, e apenas completei 14%. Duvido que chegue aos 100. Duvido que recomece o jogo, pelo menos em breve.

Para mim, Dragon Age tem se ser experienciado de uma só vez. O facto de haver montes de incentivos a uma segunda e até mesmo terceira passagem apenas acentuam o meu desejo de isolar a minha experiência em Ferelden. Porque quero-o um pouco como a vida. Definitivo. Sem hipótese de experimentar os se's. Sem aldrabar o jogo. Trata-se do conto de Ragna e o seu bando de mal ajustados, e sou eu que o escrevo. Um grupo de aventureiros estrangeiros num mundo familiar.

Por saber que as coisas poderiam correr de outra forma e ficar sem as conhecer só tornam o jogo ainda melhor. Vou deixar-lhe esta bruma de mistério, para que Ferelden continue maior que o jogador.

Apenas até me esquecer da primeira vez.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

The Dragon Age crawleth

Se eu fosse um gajo cheio de sede no deserto, cuja garganta parecia papel de tão seca que estava, e estivesse constantemente a alucinar com um poço de água e finalmente tivesse encontrado salvação...


Ficava muito f*d*d* se a mesma viesse aos minguinhos. Parafraseando o Gob de Arrested Development...

"OH COME ON!"


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

The Dragon Age cometh


Preparem-se para o Blight!


Wallpapers exclusivos e a OST já cá cantam. Nunca mais chega a hora!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dragon Age e a Epopeia do Monarca Para o Comprar

Bem, finalmente hoje consegui escolher uma loja e fazer a pre-order do jogo. E acreditem, para chegar lá, foi um calvário.

Preparem-se para muito texto. E do confuso. Conclusões no fim, se quiserem evitar a história toda.

Tudo começou com a vontade de comprar a versão digital. Não querendo encomendar dum sítio como a Amazon.co.uk ou Play.co.uk, para não ter de esperar pelos serviços postais e para ter as prateleiras de casa menos atestadas, decidi comprar a versão distribuída de modo digital.

Primeiro sítio, Impulse. Tinha um cupão de desconto de 20%, e a versão Deluxe estava a 65$. Depois de aplicar o desconto, cairia para qualquer coisa como 51$, que seriam 35€.

35€ pela versão Deluxe? É já! Mas, enfim, na Impulse há limite de exclusividade à América do Norte. Ou arranjava alguém que me "giftasse" o jogo, ou nada feito.
Tendo em conta que não tenho confiança em ninguém que more nos States para andar a brincar com dinheiros, vamos apontar baterias à Europa.

Vamos ao outro distribuidor digital famoso, a Direct2Drive.uk, visto que na altura a Steam ainda não tinha o Dragon Age para pré encomenda. Versão Deluxe a 40 libras, versão normal a 30. Bem, 40 libras são sensivelmente 45€. Dez euros mais que o inicial, mas pelo menos podia encomendar dali.

Depois de varrer uns fóruns e prestar mais atencão ao site deles, constato que na página principal, na animacão em flash que promove o jogo, dizem que a versão Deluxe traz o mesmo que a americana. Já na página do produto em si, essa informacão está em falta. Outras pessoas repararam o mesmo, e eu, tal como elas, mandei um mail à Direct2Drive.co.uk a perguntar afinal qual é o conteúdo da versão Deluxe. Isto foi ontem, quinta-feira. Ainda não tive resposta.

Entretanto alguém sugeriu espreitar a GamersGate.co.uk. Uma loja mais pequena e desconhecida, no entanto com informação mais completa na página do produto. Procurei feedback sobre a loja, registei-me no site, ofereceram-me um jogo, o Volvo, que não é mais que publicidade aos carros da gigante sueca. No entanto, serviu perfeitamente para testar o serviço de download deles, nomeadamente a existência de clientes para sacar o jogo, e qual a velocidade de transferência.

Entretanto a Steam disponibiliza a página de pré-encomenda. Como seria de esperar, tanto a versão normal como a Deluxe vêm com precos inflacionados. Não duvido da qualidade do serviço da Valve, mas se consigo poupar coisa de 10€, vou comprar a outro lado.

Posto isto, tenho a dizer que fiquei muito satisfeito com a experiência da GamersGate.co.uk, e como a Direct2Drive.co.uk não se pronunciou a tempo, coloquei a minha encomenda nos suecos :)

Informação resumida, relevante aos Europeus:
O pessoal do Reino Unido está a ser penalizado. A versão Deluxe, tanto no Steam, como na Direct2Drive, como na GamersGate não inclui 3 itens adicionais:
  • Grimoire of The Frozen Wastes
  • Final Reason
  • Bergen's Honor
Ou seja, quando o nome do produto que estiverem a ver for Dragon Age: Origins Digital Deluxe Edition UK, não esperem ter esses itens.

O que supostamente têm direito, em termos de versões digitais UK para PC, é:
  • Memory Band (presente em ambas as versões, desde que seja feita pré-encomenda);
  • Item exclusivo à loja: Steam tem a Wicked Oath, D2D UK tem o Dalish Ring, etc, excepto a GamersGate, que não indica a presença dum item exclusivo.
  • Blood Dragon Armor (presente em ambas as versões, em dúvida quanto à disponibilidade na D2D.uk confirmada a existência na D2D.uk)
  • The Stone Prisoner (presente em ambas as versões)
  • Warden's Keep (presente apenas na versão Digital Deluxe)
  • Banda Sonora (presente apenas na versão Digital Deluxe, em dúvida quanto à disponibilidade na D2D.uk confirmada a existência na D2D.uk)
  • Wallpapers Exclusivos (presente apenas na versão Digital Deluxe, em dúvida quanto à disponibilidade na D2D.uk confirmada a existência na D2D.uk)
Conclusões, olhando apenas à versão Deluxe:
  • Cuidado com a Direct2Drive.co.uk, visto que a página de produto e a página principal deles são contraditórias - assim que tenha resposta deles, actualizo este post. Já actualizaram a página de produto deles, tornando-se a opção mais atractiva em termos de qualidade/preço. No entanto, por terem demorado, acabei por comprar via GamersGate.uk
  • Compra mais simples é na Steam, 55€, está tudo lá. Mas são 10€ mais por quatro itens do jogo (2,5€ por item não me parece económico).
Alternativa ainda melhor, para quem dispensar a banda sonora e os wallpapers, e não tiver muitas certezas de querer jogar as quests adicionais no Warden's Keep:
  • Comprar a versão normal num site UK, por 30 libras, ou cerca de 35€ e depois comprar o DLC adicional Warden's Keep, caso estejam interessados. Foi anunciado que iria custar 7$, logo é razoável assumir que irá custar perto de 5€ na Europa. No total deverá ser 40€, e menos dores de cabeça.
Caso tenham dúvidas, coloquem nos comentários.

Fim do caso de estudo. Phew...

E mantenham-se longe da EA Store. Longe!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vídeo de Combate de Dragon Age: Origins


São 20 minutos de jogo mesmo jogado, em que se podem ver coisas de nerd. Para quem estiver interessado no jogo, são uma série de detalhes que me trouxeram um sorriso.

Nomeadamente, um sistema algo extenso de feitiços, uma interface para PC (coisa que nem sempre se verifica), animações impecáveis, detalhes nos cenários muito interessantes.

Com o Character Creator a sair no dia 13, acho que posso dizer para onde vou após Batman Arkham Asylum.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dragon Age: The Stolen Throne


E estava eu tão entusiasmado com o jogo Dragon Age: Origins...

Imagem e livro, via Amazon.co.uk

Que decidi comprar e ler o livro escrito pelo chefe dos escribas da Bioware alocados ao jogo. Os gajos que desenvolvem o corpo de conhecimento. Num título da Bioware, são o grupo que dão o cunho especial à peça. A meu ver, a Bioware está para o argumento como a Epic está para a tecnologia.

Portanto, tratavam-se de altas expectativas. Sobretudo depois de afirmações como "inspirados em "A Song of Ice and Fire" de George R.R. Martin" (dica: este gajo é bom).

O livro começa bem. Os capítulos iniciais são agitados, com bastante acção e um ritmo que cativa, ainda que a estrutura seja simples. Lá para meio a coisa abranda e para o final acelera de modo previsível.

E acelera muito. Demasiado. Em contraste com o arranque, que apesar de rápido, ainda se nota uma preocupação com detalhes que constroem ambiente e local, o final é entregue com traços gerais, em jeito de resumo. Terão sido problemas de prazo?

O livro sofre outro problema: preocupa-se mais em construir o universo de Ferelden do que contar uma história. Tem sabor a guia turístico. Apesar de causar curiosidade por alguns locais do jogo, Ferelden ainda é o típico mundo de "high-fantasy" que não se distingue muito de todos os outros inspirados por Tolkien.

Fica então a cargo das personagens o factor de distinção, aquilo que torna esta história única. Mas magras como elas são sabe a pouco. Portanto, o livro dilui-se na memória, sem nada de particularmente relevante que o torne especial à sua maneira.

Obviamente, isto levanta questões relativamente ao jogo. Adorei o Mass Effect e achei o livro que o antecedia bastante bom. Em ambos, o "escritor principal" foi Drew Karpyshyn.

No Dragon Age, o ónus cabe a Dave Gaider, e sinceramente, após este livro, a minha hype pelo jogo murchou. Tendo em conta que o meu tempo para RPG's diminui a cada dia que passa, vou ficar atento à opinião geral. Quem sabe, talvez surpreenda?