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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Prince of Persia: Warrior Within


Because I'm Big, I'm Bad... Who's Bad...

Consegues escrever desilusão? Foi isso o que este jogo foi para mim.

Passar de um príncipe ingénuo das arábias para um Kratos (logo no princípio ele manda logo a posta BITCH! a uma gaja com lingerie de metal. Fucking Badass! NOT!) por estar a ser perseguido uns anos por um bicharoco é, no mímino, discutível. A história é fraca e espero que não peguem nisto para uma sequela cinematográfica do filme que vai sair no próximo ano (penso que já confirmaram que vão divergir na história).

Não, isto não chega para o jogo ser bom.

Falando em God of War, o sistema de combate foi evoluído, mas bota bem no evoluído, que isto parece ter mais movimentos que os 2 God of War e acho que nem metade usei. É o chamado overkil e mesmo assim o sistema de combate do God of War é muito melhor. Melhor câmara, melhor resposta aos controlos, mais user-friendly no seu todo. Bah, devia ter jogado isto antes de God of War...
Além do combate, há a exploração e resolução de puzzles que eram a minha parte favorita do primeiro jogo e continou a ser nesta sequela. Uma parte porreira aqui é que viajamos constamente entre o passado e o presente. Isto dá-nos a possibilidade de passar pelo mesmo cenário e verificar as diferenças provocadas pelo tempo que podem ser brutais, mas onde conseguimos mesmo assim ver vestígios da outra versão. Diria que há uma boa divisão entre a exploração e o combate, mas como ainda morri umas boas vezes a lutar dá a impressão que este jogo é só combate. -.-'
Eu disse morrer a lutar? Ah, sim... este jogo tem partes de mandar o comando à janela por frustração. Ou são bosses ou são cães demoníacos que após uma ou duas pauladas decidem que é boa altura para sair ao estilo Michael Bay explodindo e o pior é o tempo que demora o ecrã de Game Over a aparecer, a desaparecer, a aparecer a opção de retry e a finalmente carregar o último checkpoint. Damn!

Só quero esclarecer que eu não considero este jogo mau (bem... talvez um bocadinho). Apenas tornaram-no bastante hardcore (em todos os sentidos) e isso simplesmente não me cai bem no goto. A história ser podre também não ajudou. <_<

Save antigo para tentar conseguir fazer o necessário para desbloquear o fim alternativo (foi este o usado na sequela Two Thrones). Bless be YouTube. Só tenho a dizer que é um bocado... uhm... estranho. Check for yourself (tem spoilers, claro).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

(Time) Portal




Depois de ver isto um gajo começa a pensar num jogo ao estilo de Portal, mas em vez de deslocação espacial, esta ser temporal.

Já tivemos jogos com manipulação de tempo real como pausar, retroceder e avançar o tempo (Braid, Prince of Persia, Timeshift, etc), mas viagem temporal mesmo, alá Back to the Future? A única coisa que se assemelha remotamente a isto é o Prince of Persia: Warrior Within onde viajamos constantemente entre o passado e presente visitando os mesmos locais e presenciado o desgaste do tempo, mas isto são apenas níveis diferentes. Seria porreiro voltarmos atrás no tempo no imediato e vermos o nosso eu do passado a combater um boss e ajudá-lo (mas da primeira vez que o tivéssemos combatido o nosso eu do futuro tinha que ter aparecido também, não? Mindfuck!) ou ir ao futuro e ver uma dos nossos possíveis destinos.

Isto, neste momento, deve ser tecnicamente impossível... não, é de certeza impossível. E talvez, mais importante, o jogo não fosse divertido, pelo menos para mim. Criar uma narrativa para isto ia ser um pesadelo. Isto soa-me demasiado a um jogo sandbox e eu não sou a pessoa mais apreciadora deste tipo de jogos.

Oh well, just another mind fart... move along.

Edit: O vídeo ficou mesmo bem encaixado. Like a glove! (you've broken the damned blog! FTFY - editor)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Prince of Persia: The Sands of Time


Como comprei a trilogia Prince of Persia para a PS2, decidi jogar de novo este título(a primeira vez que o joguei foi no PC) em vez de passar logo às 2 sequelas para relembrar o jogo.

Ora bem, diferenças entre PC e PS2... Gráficos, obviamente, onde no PC são melhores com AA em acção, mais detalhe, melhores efeitos, principalmente o efeito de nevoeiro que dá um melhor ar de misticismo ao ambiente do jogo, se bem que esta diferença visual entre as duas plataformas foi exagerada por eu estar a jogar com a PS2 ligada a um LCD de 40' por S-Video. Numa TV com definição standard, isto não deve ser tão evidente. Não tão óbvio é o som, o som dos diálogos tanto parecia nítido como noutras ocasiões era preciso fazer esforço para entender o que as personagens diziam.

O jogo não tem uma história por aí além, mas que entretém, ai isso entretém e bem. Um Rei, por conselho de um subordinado de um outro Rei, o Vizier, decide atacar este. O filho do primeiro, o Príncipe, nós, o jogador, decide tentar encontrar algo no meio deste ataque, um tesouro qualquer, que faça o pai reconhecê-lho. Encontra uma adaga especial, enquanto que os soldados do seu pai, o Rei atacante, descobrem uma ampulheta enorme com uma abertura, uma espécie de fechadura.


Depois disto, no castelo do Rei atacante e vencedor da batalha, novamente por conselho do Vizier, o Rei decide inserir a adaga que o Príncipe encontrou na abertura da ampulheta. Isto é feito pelo Príncipe e, como se costuma dizer, "all hell breaks loose".

Durante o jogo, fazemos duas coisas, lutar contra monstros de areia que eram humanos anteriormente e resolver puzzles recorrendo à acrobacia fantástica do Príncipe, a manipulação do tempo e, por vezes, a ajuda da nossa única companheira, Farah . Simples, mas altamente gratificante, até mesmo os combates com a sua mecânica simplificada. Pelo meio, vamos aumentando os nossos tanques de areia (necessários para a manipulação do tempo) sugando os monstros de areia e bancos de areia espalhados pelo jogo, bem como vamos encontrando cavernas misteriosas escondidas com uma fonte igualmente misteriosa que nos aumenta a vitalidade.
Falando em Farah, as interacções entre estes dois são um dos pontos positivos deste jogo, com bastante humor, mesmo quando só ouvimos o Príncipe a pensar sobre ela.




Os gráficos são jeitosos (considerando que se está a jogar numa PS2 ligada a um LCD de 40') com os seus ambientes bonitos e muito bem ilminados, mas muito importante para mim é o som com os efeitos sonoros e a banda sonora (adoro esta OST) a transmitirem a aura mística do médio-oriente necessária no ambiente do jogo.

Conclusão, isto voltou a lembrar-me do que tinha achado na primeira vez que o joguei. É um jogo lindo e está no meu top de jogos favoritos de sempre.

Agora dei uns toques na sequela, Warrior Within, para ir apalpando terreno e... fiquei desiludido. Enquanto que no primeiro jogo o Príncipe é ingénuo, impaciente, jovial e, no fundo, bom de coração, no segundo... basta dizer que uma das primeiras coisas a soar da boca dele é "Bitch!". É verdade que se passaram 7 anos entre a história dos dois jogos, mas mesmo assim... Bem, ele vai ser jogado na sua totalidade e, se for possível, ponho aqui o relato disso.