quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Max Payne

Foi desta que finalmente cedi aos meus desejos nesta altura do ano de jogar o Max Payne. Tem, sem dúvida, a ver com o Inverno rigoroso representado no jogo, mas também porque foi por esta altura que o joguei pela primeira vez.
Ainda bem que o joguei. Não me vou alongar muito sobre o jogo em si, já todos o conhecem. Vou só tentar escrever o que me sobressaiu no jogo.
Está velho graficamente, muito velho mesmo, vá lá que tem suporte para altas resoluções agora, menos mal, mas ocasionalmente tive slowdowns... estranho. Em termos de som ainda continua no topo com uns efeitos sonoros poderosos (aquelas granadas dão cada estouro, deumalibre) e uma música mesmo à Noir York City.
A novela gráfica foi algo que me surpreendeu. Não me lembrava de parecer tão amadora. Falo apenas em relação aos actores físicos que pareciam uns nórdicos quaisquer (e pelos créditos reparei mesmo que a maior parte deles eram da equipa que desenvolveu o jogo) com umas armas que pareciam daquelas com que os putos costumam brincar (espera... acho que até os putos de agora já brincam com armas a sério...). Em termos de vozes, espectacular, conseguiam tornar o ridículo visual em algo credível.
De resto, história, diálogos e, principalmente, a narração eram over-the-top tal como me lembrava e adorava. E a mecânica de jogo: tão simples, tão consistente, tão forte, tão... John Woo.


Seguiu-se-lhe logo a sequela para não perder o fio à meada.
Foi o que se quer de uma sequela. Melhor em tudo o que era necessário melhorar. Uma história menos épica, mas muito mais pessoal e envolvente e, contrariamente ao 1º jogo não me lembrava de muitas situações neste (deve ter sido por só o ter jogado uma vez). Narração e diálogos na mesma onda do primeiro. Em termos sonoros, praticamente idêntico, mas visualmente, uia, que salto. basta dizer que não senti que estava a jogar um jogo com muitos anos em cima e nada de slowdowns (Yay! \o/). Falando em visuais, a novela gráfica levou com alto tratamento facial. Ora vejam a suposta femme fatale assassina do 1º jogo:

Errm... yeah...

... e a mesma no 2º:
SHAZAM!

É, nota-se algumas diferenças... You just gotta love that Botox of Booty!
A mecânica de jogo sofreu alguns tweaks, mas tenho que admitir que a rotação do Max (ou Mona) ao recarregar a(s) arma(s) quando estamos a praticar o genocídio em câmara lenta dá-me uma satisfação invulgar. Podia mentir e dizer que isto é bastante funcional dando uma vista de 360º do nosso campo de batalha, mas não, eu não quero saber disso, apenas sei que dá estilo, muito estilo.
Este jogo também teve a audácia de me obrigar a fazer todos os possíveis para não o acabar. Estava a gostar tanto dele que não o queria acabar rapidamente, mas não há volta a dar-lhe, é mesmo muito curto, infelizmente, mas recompensa bem essa duração.

Enormes jogos, enorme série, eternamente na minha memória como uma bala no cérebro (that was a pun). Foi um belo reavivar de memória, tal como o Prince of Persia: Sands of Time.

Embora no fim do 2º jogo diga algo como "A caminhada de Max Payne pela noite continuará.", as pontas soltas do 1º ficaram todas atadas, ou pelo menos assim pareceu-me. Faz-me pensar o que teria a equipa em mente para uma sequela e faz-me acreditar ainda mais que o terceiro feito pela Rockstar será uma desilusão. Deu-me também mais vontade de jogar o Alan Wake.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

WTF Tara-chan?


Visto que a equipa do Ragna anda tão ocupada a jogar MW2 que nem tempo tem para criar posts de jeito, fica aqui um pouco de filler... Delicioso filler!


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Caras metades

Nunca se deve negligenciar a patroa.

Prince of Persia: Warrior Within


Because I'm Big, I'm Bad... Who's Bad...

Consegues escrever desilusão? Foi isso o que este jogo foi para mim.

Passar de um príncipe ingénuo das arábias para um Kratos (logo no princípio ele manda logo a posta BITCH! a uma gaja com lingerie de metal. Fucking Badass! NOT!) por estar a ser perseguido uns anos por um bicharoco é, no mímino, discutível. A história é fraca e espero que não peguem nisto para uma sequela cinematográfica do filme que vai sair no próximo ano (penso que já confirmaram que vão divergir na história).

Não, isto não chega para o jogo ser bom.

Falando em God of War, o sistema de combate foi evoluído, mas bota bem no evoluído, que isto parece ter mais movimentos que os 2 God of War e acho que nem metade usei. É o chamado overkil e mesmo assim o sistema de combate do God of War é muito melhor. Melhor câmara, melhor resposta aos controlos, mais user-friendly no seu todo. Bah, devia ter jogado isto antes de God of War...
Além do combate, há a exploração e resolução de puzzles que eram a minha parte favorita do primeiro jogo e continou a ser nesta sequela. Uma parte porreira aqui é que viajamos constamente entre o passado e o presente. Isto dá-nos a possibilidade de passar pelo mesmo cenário e verificar as diferenças provocadas pelo tempo que podem ser brutais, mas onde conseguimos mesmo assim ver vestígios da outra versão. Diria que há uma boa divisão entre a exploração e o combate, mas como ainda morri umas boas vezes a lutar dá a impressão que este jogo é só combate. -.-'
Eu disse morrer a lutar? Ah, sim... este jogo tem partes de mandar o comando à janela por frustração. Ou são bosses ou são cães demoníacos que após uma ou duas pauladas decidem que é boa altura para sair ao estilo Michael Bay explodindo e o pior é o tempo que demora o ecrã de Game Over a aparecer, a desaparecer, a aparecer a opção de retry e a finalmente carregar o último checkpoint. Damn!

Só quero esclarecer que eu não considero este jogo mau (bem... talvez um bocadinho). Apenas tornaram-no bastante hardcore (em todos os sentidos) e isso simplesmente não me cai bem no goto. A história ser podre também não ajudou. <_<

Save antigo para tentar conseguir fazer o necessário para desbloquear o fim alternativo (foi este o usado na sequela Two Thrones). Bless be YouTube. Só tenho a dizer que é um bocado... uhm... estranho. Check for yourself (tem spoilers, claro).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

(Time) Portal




Depois de ver isto um gajo começa a pensar num jogo ao estilo de Portal, mas em vez de deslocação espacial, esta ser temporal.

Já tivemos jogos com manipulação de tempo real como pausar, retroceder e avançar o tempo (Braid, Prince of Persia, Timeshift, etc), mas viagem temporal mesmo, alá Back to the Future? A única coisa que se assemelha remotamente a isto é o Prince of Persia: Warrior Within onde viajamos constantemente entre o passado e presente visitando os mesmos locais e presenciado o desgaste do tempo, mas isto são apenas níveis diferentes. Seria porreiro voltarmos atrás no tempo no imediato e vermos o nosso eu do passado a combater um boss e ajudá-lo (mas da primeira vez que o tivéssemos combatido o nosso eu do futuro tinha que ter aparecido também, não? Mindfuck!) ou ir ao futuro e ver uma dos nossos possíveis destinos.

Isto, neste momento, deve ser tecnicamente impossível... não, é de certeza impossível. E talvez, mais importante, o jogo não fosse divertido, pelo menos para mim. Criar uma narrativa para isto ia ser um pesadelo. Isto soa-me demasiado a um jogo sandbox e eu não sou a pessoa mais apreciadora deste tipo de jogos.

Oh well, just another mind fart... move along.

Edit: O vídeo ficou mesmo bem encaixado. Like a glove! (you've broken the damned blog! FTFY - editor)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dragon Age Origins


Está aqui.



19 horas depois, e apenas completei 14%. Duvido que chegue aos 100. Duvido que recomece o jogo, pelo menos em breve.

Para mim, Dragon Age tem se ser experienciado de uma só vez. O facto de haver montes de incentivos a uma segunda e até mesmo terceira passagem apenas acentuam o meu desejo de isolar a minha experiência em Ferelden. Porque quero-o um pouco como a vida. Definitivo. Sem hipótese de experimentar os se's. Sem aldrabar o jogo. Trata-se do conto de Ragna e o seu bando de mal ajustados, e sou eu que o escrevo. Um grupo de aventureiros estrangeiros num mundo familiar.

Por saber que as coisas poderiam correr de outra forma e ficar sem as conhecer só tornam o jogo ainda melhor. Vou deixar-lhe esta bruma de mistério, para que Ferelden continue maior que o jogador.

Apenas até me esquecer da primeira vez.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Supreme Commander 2 Alpha Build


O primeiro é algo estéril e impessoal, apesar de épico em âmbito. Foi o primeiro "grande RTS" a incorporar um nível de zoom que tornou o conceito de minimap obsoleto (e que agora deveria ser norma em todos os RTS's), e as batalhas envolviam centenas de unidades em simultâneo.


Temos agora o vídeo da Alpha Build do segundo. Ainda me parece frio, mas no entanto é de espantar a qualidade de algo que ainda não está pronto para Beta Testing. Quem sabe, talvez surpreenda.

domingo, 15 de novembro de 2009

Darth Smartass



My Lord... I... I... FFFFFUUUUUUUUU-------

Quem deve analisar jogos?

Ouvi esta pergunta num podcast do GWJ.
Isto nem era um assunto que estava planeado ser discutido por eles, nem pela pessoa que mandou o email de onde isto surgiu assim do nada. O Elysium falou dum qualquer produtor de jogos ter dito que só quem produzia jogos é que devia ter permissão para analisá-los.

Ora bem, se actualmente a maior parte ou praticamente todos os jogadores nunca fizeram e muito provavelmente não fazem tenção de participar no desenvolvimento de um jogo, não será lógico um um crítico de jogos estar na mesma posição? Um qualquer produtor de jogos ao jogar alguma coisa vai de certeza focar e criticar em certas coisas ao contrário de um jogador normal. Talvez ele construa interfaces e seja altamente crítico destas, talvez seja responsável por efeitos de partículas, efeitos sonoros, diálogos entre outras milhares de coisas que agora compõem um jogo.

Enfim, acho exactamente o contrário, daí também ter a opinião de que os produtores têm que estar bem atentos ao feedback dos jogadores acerca dos seus jogos para limar ou até recriar as arestas destes. Afinal, são eles o seu sustento, não?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Badass!

Truly BAD(really, really bad)ASS!

It's raining men! Aleluia! It's raining men!

'Nuff said.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Avatar: The Last Airbender

Tenho que mencionar rapidamente um anime que acabei de ver há pouco tempo, Avatar: The Last Airbender.

Imagem emprestada de portuganime.co.cc

Avatar

Apanhei bocados desta série no cartoon network quando era mais novo e a fazer zapping. Quando digo bocados quero dizer segundos. Nunca me conseguiu captar a atenção. Parecia demasiado infantil e norte-americana. No entanto, ouvi falar muito bem disto no LEOG (League of Extremely Ordinary Gentlemen) , um dos podcasts do site Spill, e estes não costumam ver animação japonesa.
Esta série é escrita, produzida e realizada por norte-americanos e, claro, vocalizada também por norte-americanos (deve ter para lá uns canadianos; eles andam sempre por lá infiltrados), mas a animação é completamente coreana.
A animação vai do banal para o incrivelmente fluído, competindo muito bem com o melhor que já vi em anime, e eles fazem isto inteligentemente. Se não houver acção, baixa-se a qualidade, quando há acção sobe qualidade. Parece lógico.
A história é bastante simples. Um mundo ficcional onde existem 4 países, um para cada elemento: água, fogo, terra e vento. No entanto, existe uma figura, o Avatar, que controla todos os elementos e que renasce sempre que morre. O país do Fogo iniciou há 100 anos uma invasão massiva dos outros países e embora o Avatar exista como força de balancear o poder no mundo este desapareceu nunca tendo sido visto nesses 100 anos... até agora. O que vamos acompanhar é a jornada do Avatar (e dos seus companheiros) para travar o país do Fogo.
Esta série tem tanto momentos de infantilidade (os vários momentos de comédia que até me fizeram rir) como momentos bastante adultos (uma mulher psicótica a querer matar tudo e todos parece-me adulto, não?) e dura apenas 3 temporadas. Ainda estou um bocado parvo de pensar que isto foi produzido pela Nickelodean.

Em suma, para quem estiver interessado em animação, especialmente do género acção, aconselho bastante a ver isto. Tem uma história com princípio, meio e fim e isto é muito mais do que posso dizer de várias séries anime que já vi.

Bioshock

Aqui está um jogo que não se vê, perdão, que não se joga todos os dias. Sim, pode ter vários selos de recomendação, mas o verdadeiro selo de aprovação vem de nós próprios. Daí comprei isto a 5 euros (que pechincha!) e lá me enfiei nele, erm, salvo seja.

Um dos vários selos de recomendação

Após jogá-lo, percebi todo o frenesim da crítica sobre este jogo. É mesmo muito bom e o que o separa de vários jogos é a sua história, a sua progressão, os vários diálogos, sejam estes ao vivo ou apenas recordações gravadas para a posterioridade e, claro, o ambiente (tanto a nível atmosférico como a nível de interacção). Ao longo do jogo deparámo-nos com várias questões éticas e morais que não costumam aparecer frequentemente noutros jogos (principalmente em FPS'), mesmo que nós não tenhamos qualquer influência nestas (bem, temos influência numa que determina o final do jogo e várias recompensas que poderemos ou não ter ao longo deste).

A jogabilidade é a típica de um FPS, com uns laivos de RPG (fazemos actualizações à nossa personagem), por isso não me vou alongar muito neste aspecto a não ser informar que está excelentemente implementado aqui.

É um grande jogo, mas tem uns pontos negativos.
Este poderá não ser um, mas convém mencionar; após jogar uma vez, não haverá muita vontade para uma segunda (mesmo contando com os finais alternativos).
A recta final do jogo perde fulgor. O ponto mais alto é atingido entre 50 a 75% do jogo e o boss final é muito, mas muito fraco. Demorou menos de um minuto a cair e não tive um arranhão. Tudo culpa do gel eléctrico que discutivelmente será a arma mais poderosa do jogo (os Big Daddies tremem perante o nome).

Concluindo, é um jogo altamente recomendado e que deve ser jogado por todos os que se intitulam jogadores.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

The Dragon Age crawleth

Se eu fosse um gajo cheio de sede no deserto, cuja garganta parecia papel de tão seca que estava, e estivesse constantemente a alucinar com um poço de água e finalmente tivesse encontrado salvação...


Ficava muito f*d*d* se a mesma viesse aos minguinhos. Parafraseando o Gob de Arrested Development...

"OH COME ON!"


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

sábado, 31 de outubro de 2009

Torchlight


Existe uma razão muito simples para o abrandamento de actualizações no blog.

:D

Não chegava estarmos em plena época alta de releases, com um Dragon Age aí à porta, chegam os senhores da Runic, salvados da Flagship (hey, meti um trocadilho, awesome) e lançam o jogo surpresa do ano.

Desenvolvido em apenas 11 meses, mostra o que uma equipa de 25 veteranos consegue fazer ao fim de 15 anos a trabalhar a sua arte - Action RPG's.

E nota-se. O jogo respira tight budget por todo o lado. Não tem cinemáticas super-duper, ou um voice-cast com o Mark Hamill (qualquer coisa beneficia da voz deste gajo... se pudesse punha a voz dele nos cereais de manhã), mas aquilo que eu acho de luxo é o gameplay.

Polido, simples, rápido, este jogo foi desenhado com apenas um propósito - fazer o jogador sentir-se uma avalanche de poder. Vamos ganhando níveis, itens, feitiços, tornando-nos cada vez mais letais e espectaculares na forma como damos baixa de hordas de inimigos. É a fórmula de Diablo, actualizada. Pudera, visto os criadores do original serem os mesmos - oh, a ironia!

É restrito a single player, e é uma pena visto que com co-op e mais sinergia entre as 3 classes este jogo seria mais espectacular. Acho que talvez demasiado espectacular. O mundo talvez se partisse.

É também o lançamento de uma nova IP e um teste de tecnologia. O passo seguinte, de acordo com a Runic, é pegar neste conceito e transformá-lo num MMO. O gameplay será o mesmo, mas num mundo persistente. Soa a sensatez e estou curioso por ver o que daí virá em coisa de talvez 2 anos.

Até lá, um toolset poderosíssimo e uma comunidade (que espera-se) activa deverão manter a chama de Torchlight bem acesa (olha outro trocadilho!).

Menção especial ao pet, que nos faz companhia durante a aventura, sempre fiel e arrumando de vez com a necessidade de ir à cidade vender toneladas de lixo apenas para fazer dinheiro. Quem jogou Diablo sabe do que falo. Ah, o bicho também pode aprender truques. Firebreathing Vampire Cat? Ou Necromantic Dog?

Custa 16€ e pode ser encontrado numa série de e-tailers.

Go get it!

And then let's get back to killin'monsters!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

MW2: Need MOAR Perspective



Call of Duty: Modern Warfare 2 não suportará servidores dedicados na sua versão PC. Funcionará num sistema de P2P, semelhante ao das consolas.

All your servers are belong to us!

Onde é que eles têm a cabeça?

O P2P funciona bem nas consolas porque o hardware é igual em todos os jogadores. A única variável em termos de performance é a largura de banda. E como não se pode sacar Jenna Jameson enquanto se dá uns tiros numa PS3 ou numa 360 (a não ser com recurso a uma máquina distinta para entupir o router), o desempenho é estável, e fiável para P2P.

Num PC é exactamente o oposto.
  • Começar pelo Hardware - vai sempre haver o "casual" que decide ir online com os requisitos mínimos. "Hey! Os filmes rodam a 26-27 fps, logo o COD com esses valores também resulta, amirite?"
  • Depois há o gajo que apesar de superar os requisitos mínimos, e.g., o "casual" cujo portátil é mesmo bom, decidiu ir com uma configuração estranha de HW, com drivers manhosos e mais não sei o quê. Não percebe os breaks, mas como conseguiu acabar o single-player, o online também deve funcionar, certo?
  • Depois o "casual" que tem o SO atestado de malware, ou o systray a abarrotar de apps que rodam em background e causam quebras na perfomance... "Ai dá jeito desfragmentar?"

Enfim, o público alvo a quem esta medida se destina - o "casual" que acha um server browser algo complicado de navegar é o mesmo que geralmente vai laggar uma sessão em P2P. E o resto do povo, com os seus i7's e as suas gráficas de última geração, apanha por tabela.

Tirando a vantagem de ser host, todos os outros andam à velocidade do mais lento, de modo a manter sincronismo.

O sistema de matchmaking pretende simplificar um processo que apenas quem acha complicado são os gajos que não conseguem manter as suas máquinas saudáveis. Por outro lado, aqueles que se desenrascam fixe nos seus PC's, que sabem o suficiente para aplicar mods, levam com um produto inferior.

São plataformas distintas. Um jogador de consola quer uma consola porque é simples. Porque deixa de ter de se preocupar com uma tonelada de coisas. Um jogador de PC é o inverso. Ele gosta de complexidade e de flexibilidade, gosta das coisas com que se tem de preocupar.

A IW está a avançar com uma solução para um problema que não existe.

Quanto ao pretexto de combater a pirataria, quem o disse que deixe de ser inocentes, ou tanso.
Sugestões?
  • Validações on-line. Basta um sub-serviço que ligue a um servidor de autenticação da Activision. Jogos em LAN continuam a ser possíveis, desde que cada cópia se consiga ligar para fora, à Internet, para se validar.
  • Stats on-line. É incrível, mas o e-peen ajuda a mitigar a pirataria. Se existirem servers oficiais onde se faça stat tracking, o pessoal que queira jogar a sério tem que ter uma cópia como deve ser.
Haverá sempre alguma pirataria, mas esse não é argumento.

E quanto a ajudar o pessoal que quer evitar mods... hmmm sei lá.... colocar um filtro do género "Pure Servers" no server browser? Se calhar estou a pensar demasiado à frente... :S

Ou o pessoal que apenas quer fazer "Find a match" e ir jogar contra pessoal ao mesmo nível, que tal usar o stat-tracking (que também pode combater a pirataria)? Ter em cada server uma estatística do nível médio dos jogadores online e depois comparar esses valores com as estatísticas do jogador e sugerir um server em função disso.

Não é um problema de tecnologia. Não é um problema de comunidades fragmentadas. É um problema de intenções.

Grande, grande falha da IW em caracterizar o seu público alvo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dragon Age e a Epopeia do Monarca Para o Comprar

Bem, finalmente hoje consegui escolher uma loja e fazer a pre-order do jogo. E acreditem, para chegar lá, foi um calvário.

Preparem-se para muito texto. E do confuso. Conclusões no fim, se quiserem evitar a história toda.

Tudo começou com a vontade de comprar a versão digital. Não querendo encomendar dum sítio como a Amazon.co.uk ou Play.co.uk, para não ter de esperar pelos serviços postais e para ter as prateleiras de casa menos atestadas, decidi comprar a versão distribuída de modo digital.

Primeiro sítio, Impulse. Tinha um cupão de desconto de 20%, e a versão Deluxe estava a 65$. Depois de aplicar o desconto, cairia para qualquer coisa como 51$, que seriam 35€.

35€ pela versão Deluxe? É já! Mas, enfim, na Impulse há limite de exclusividade à América do Norte. Ou arranjava alguém que me "giftasse" o jogo, ou nada feito.
Tendo em conta que não tenho confiança em ninguém que more nos States para andar a brincar com dinheiros, vamos apontar baterias à Europa.

Vamos ao outro distribuidor digital famoso, a Direct2Drive.uk, visto que na altura a Steam ainda não tinha o Dragon Age para pré encomenda. Versão Deluxe a 40 libras, versão normal a 30. Bem, 40 libras são sensivelmente 45€. Dez euros mais que o inicial, mas pelo menos podia encomendar dali.

Depois de varrer uns fóruns e prestar mais atencão ao site deles, constato que na página principal, na animacão em flash que promove o jogo, dizem que a versão Deluxe traz o mesmo que a americana. Já na página do produto em si, essa informacão está em falta. Outras pessoas repararam o mesmo, e eu, tal como elas, mandei um mail à Direct2Drive.co.uk a perguntar afinal qual é o conteúdo da versão Deluxe. Isto foi ontem, quinta-feira. Ainda não tive resposta.

Entretanto alguém sugeriu espreitar a GamersGate.co.uk. Uma loja mais pequena e desconhecida, no entanto com informação mais completa na página do produto. Procurei feedback sobre a loja, registei-me no site, ofereceram-me um jogo, o Volvo, que não é mais que publicidade aos carros da gigante sueca. No entanto, serviu perfeitamente para testar o serviço de download deles, nomeadamente a existência de clientes para sacar o jogo, e qual a velocidade de transferência.

Entretanto a Steam disponibiliza a página de pré-encomenda. Como seria de esperar, tanto a versão normal como a Deluxe vêm com precos inflacionados. Não duvido da qualidade do serviço da Valve, mas se consigo poupar coisa de 10€, vou comprar a outro lado.

Posto isto, tenho a dizer que fiquei muito satisfeito com a experiência da GamersGate.co.uk, e como a Direct2Drive.co.uk não se pronunciou a tempo, coloquei a minha encomenda nos suecos :)

Informação resumida, relevante aos Europeus:
O pessoal do Reino Unido está a ser penalizado. A versão Deluxe, tanto no Steam, como na Direct2Drive, como na GamersGate não inclui 3 itens adicionais:
  • Grimoire of The Frozen Wastes
  • Final Reason
  • Bergen's Honor
Ou seja, quando o nome do produto que estiverem a ver for Dragon Age: Origins Digital Deluxe Edition UK, não esperem ter esses itens.

O que supostamente têm direito, em termos de versões digitais UK para PC, é:
  • Memory Band (presente em ambas as versões, desde que seja feita pré-encomenda);
  • Item exclusivo à loja: Steam tem a Wicked Oath, D2D UK tem o Dalish Ring, etc, excepto a GamersGate, que não indica a presença dum item exclusivo.
  • Blood Dragon Armor (presente em ambas as versões, em dúvida quanto à disponibilidade na D2D.uk confirmada a existência na D2D.uk)
  • The Stone Prisoner (presente em ambas as versões)
  • Warden's Keep (presente apenas na versão Digital Deluxe)
  • Banda Sonora (presente apenas na versão Digital Deluxe, em dúvida quanto à disponibilidade na D2D.uk confirmada a existência na D2D.uk)
  • Wallpapers Exclusivos (presente apenas na versão Digital Deluxe, em dúvida quanto à disponibilidade na D2D.uk confirmada a existência na D2D.uk)
Conclusões, olhando apenas à versão Deluxe:
  • Cuidado com a Direct2Drive.co.uk, visto que a página de produto e a página principal deles são contraditórias - assim que tenha resposta deles, actualizo este post. Já actualizaram a página de produto deles, tornando-se a opção mais atractiva em termos de qualidade/preço. No entanto, por terem demorado, acabei por comprar via GamersGate.uk
  • Compra mais simples é na Steam, 55€, está tudo lá. Mas são 10€ mais por quatro itens do jogo (2,5€ por item não me parece económico).
Alternativa ainda melhor, para quem dispensar a banda sonora e os wallpapers, e não tiver muitas certezas de querer jogar as quests adicionais no Warden's Keep:
  • Comprar a versão normal num site UK, por 30 libras, ou cerca de 35€ e depois comprar o DLC adicional Warden's Keep, caso estejam interessados. Foi anunciado que iria custar 7$, logo é razoável assumir que irá custar perto de 5€ na Europa. No total deverá ser 40€, e menos dores de cabeça.
Caso tenham dúvidas, coloquem nos comentários.

Fim do caso de estudo. Phew...

E mantenham-se longe da EA Store. Longe!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vídeo de Combate de Dragon Age: Origins


São 20 minutos de jogo mesmo jogado, em que se podem ver coisas de nerd. Para quem estiver interessado no jogo, são uma série de detalhes que me trouxeram um sorriso.

Nomeadamente, um sistema algo extenso de feitiços, uma interface para PC (coisa que nem sempre se verifica), animações impecáveis, detalhes nos cenários muito interessantes.

Com o Character Creator a sair no dia 13, acho que posso dizer para onde vou após Batman Arkham Asylum.

sábado, 10 de outubro de 2009

Psi-Ops: The Mindgate Conspiracy

Imagem retirada do site www.juegomania.org
Ora bem... Vou manter isto curto.

História má, diálogos maus, vocalizações, gráficos, todo o aspecto sonoro idem. Uau, tanta coisa má, como é que me aguentei neste jogo?

Claramente sou estúpido, mas não foi só isto. O jogo teve partes bem divertidas devido aos poderes que ganhamos ao longo da nossa progressão. Há qualquer coisa de muito gratificante em arremessar objectos aos nossos inimigos que podem ser outros inimigos, queimar tantos outros, tomar posse de um e matar tudo o resto e depois mandá-lo suicidar-se. O motor de física havok ajuda nisto tudo. Depois também há a parte do jogo ser muito curto. No fim, mostrou-me o tempo total que joguei e foi menos de 5 horas (não deve contar com as mortes e reloads, mas também não foram muitos).

Nota-se claramente o factor console port. A câmara é uma merda, mete-se por vezes a girar 180º metendo-nos de costas para o adversário, a colisão de objectos não é a melhor e as movimentações da nossa personagem são estranhas por vezes.

Enfim, dou a este jogo um grande meh/5.
Completamente não recomendado, nem para alugar. Aconselho o Second Sight que é bem melhor segundo as vagas recordações que tenho dele agora.

P.S.: No fim aparece "To Be Continued". Guess what? I don't fucking care!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Brütal Legend


Finalmente experimentei a demo :)

Impressões a retirar:

O ambiente é excelente, com a minha banda sonora de sonho .|..| effin' metal man!
Super engraçado, com piadas com piada (descrição de vida de roadie lol) - algo raro nos dias que correm.
Achei o herói fácil de se simpatizar - nem completamente douche como o Alex Mercer, nem completamente anjo farsolas...

Agora as partes amargas: o mecanismo de combate é simples, pelo menos na demo. Está visto que deve ser um jogo mais preocupado com a forma como se apresenta e com a história que pretende contar do que com os mecanismos lá enfiados. As lutas pareceram muito simples e a condução do Hot Rod precisa dum oomph nos atropelamentos.

Diria que este vai muito na onda do Batman: Arkham Asylum - uma amálgama de estilos, implementados duma forma básica, em que o todo vai além da soma das partes. O que seria bom, se já não estivesse a jogar o BAA. Dois idênticos em filosofia de seguida? Não me parece.

Dados os rumores dum atraso para o Alpha Protocol, e uma curiosidade tremenda pelo Dragon Age, acho que talvez espere mais uns tempos até me enfiar no novo universo de Tim Schafer. Será no entanto, uma espera ansiosa.

Prioridades, heh.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

District 9 e as impressões d' oMonarca


Valeu a pena a espera.


Estupidamente bem dirigido. Estupidamente bem interpretado.

Um filme que não é para todos os gostos, e que no entanto todos podem retirar dele alguma lição. A história é bastante simples, não sendo nenhum Synecdoque New York, mas não deixa de ter camadas de profundidade. Não há bons, nem maus, mas é um conto de moralidade. E toneladas de acção. Da boa. As sequências de violência são explícitas, mas nunca se colocam à frente do importante: a demanda de Wikus van der Merwe.

O filme encostou-me ao assento e só me largou quando rodaram os créditos finais. Ajudou imenso ver em digital, visto que o super-realismo do HD ajuda às cenas, como o grão e o preto e branco ajudam aos filmes noir.

Para mim, filme do ano. Ou de 5 anos. Clássico, ficção científica no seu melhor.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ATI Radeon HD 5870 1GB

ACTUALIZADO A 01-10-2009: Adicionei link para análise detalhada da arquitectura no fim do post.

Que besta!


imagem via bit-tech

A ATI decidiu manter-se agressiva face à NVIDIA e decidiu ser a primeira a colocar no mercado o primeiro GPU que suporta Directx 11.

Pena não existirem ainda jogos que o suportem. Nem Sistema Operativo - o Windows 7 só sai daqui a um mês.

Para já é a solução de com apenas um GPU mais rápida do mercado, mas é apenas e só um luxo. Tem uma vantagem: nova tecnologia baixa sempre o preço da antiga. Talvez não sejam más notícias para mim ^^

A review da bit-tech aqui. E discussão detalhada da arquitectura aqui.

YAR YAR HUMP HUMP!


Prazer nas horas tardias de Azeroth. Até os sítios mais escuros ocultam suspiros e rubores prontos a serem tornados verdadeiros memes.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Life's better in HD, 60 FPS

Ok, e-peen time!

Já chegou, tem 22", Full HD 1080p e deixa a minha HD4850 a ganir com tanto pixel para alumiar. Passei a ver a capa do Batman a preto, em vez de azulado escuro, e a explosão de cor no Demigod partiu-me o queixo. Para jogar a sério é mais importante aquilo com que passamos mais tempo: teclado, rato e monitor, do que vai na caixa.

Finalmente, a Trindade está completa:


O meu Asus 17", 4:3 , foi despachado tão rápido que nem tempo tive para o fotografar.

e-peen time out.

domingo, 27 de setembro de 2009

Steam Movies/Music?

Enquanto depilava a minha bela e mui branca careca a ouvindo um podcast da Spill (A Couple of Cold Ones, aka, aCOCO), o Korey relatou a sua primeira experiência com o Netflix e como adorou aquilo. Isto fez-me lembrar a nossa relação com o Steam (e Impulse e D2D e vários outros) em termos de jogos e como tenho comprado vários jogos recentemente, mas em termos de filmes e música ainda me mantenho muito reticente.
Já fui apanhado pela distribuição digital, mas não conheço muito bem os "players" no mercado dos filmes, se é que os há que vendam também no nosso país. No mercado da música, acho que a Amazon e o iTunes são os "big bosses", embora eu não confie e odeie iTunes e não me parece que alguma vez compre lá. Além disto, as próprias bandas podem ter o seu sistema como NIN e Radiohead.
Um dos meus requisitos na compra de filmes e música seria obviamente eu ter acesso aos vários tipos de qualidade, por exemplo, eu compro um filme e tanto posso sacá-lo hoje com qualidade 480p, como amanhã em 720p, sendo que na música pode-se trocar isto por mp3 a uma qualidade x ou em flac. Acho que isto ainda não existe e só assim é devido aos donos dos respectivos filmes/músicas (Warners, Sonies, etc) e os seus representantes (RIAAs, MPAAs, ...). Isto não acontece em jogos, não há diferentes tipos de qualidade, é sempre o mesmo software.

Um "Steam" Movies ou um "Steam" Music seria muito bom (se tivesse um câmbio de dólar para euro dava jeito também).

sábado, 19 de setembro de 2009

Brothers in Arms: Hell's Highway

Hell's Highway

Aqui está a sequela dos jogos Road to Hill 30 e Earned in Blood. Muito rapidamente, achei na altura estes 2 primeiros bons jogos, mas que precisavam de algumas afinações.

Este está melhor, mas ainda tem alguns problemas. Falando já nestes, o mais grave para mim é o pathfinding dos soldados, onde os soldados em alguns momentos viram ovelhas que decidem ir ao pasto passando por uma alcateia de lobos. Pronto, pronto, estou a exagerar, mas por vezes os idiotas dos meus "irmãos" meteram-se na linha de fogo ao correrem para determinado sítio quando havia caminhos bem mais seguros e directos. Houve também raros casos onde alguns encalhavam numa parede e não saíam de lá. Outra coisa são os objectos destruíveis. É estranho conseguirmos arrebentar algumas protecções (nossas e dos inimigos), como cadeiras, sacos de não sei quê e cercas, e haver uns montes de feno resistentes até aos canhões de um potente tanque. Os cavalos da Holanda deviam ser umas bestas para comer aquilo. Estes foram aqueles problemas que me causaram assim aquele risco no disco.

Up, up and away!

Passando às coisas boas.

Finalmente conseguimos cobrir-nos! Do que eu me lembro das 2 prequelas, os nossos "irmãos" arranjavam cobertura, mas eu tinha sempre que me agachar atrás de alguma coisa. Agora aqui, dá para colar mesmo atrás de barreiras como muitos shooters por aí fora. Além disso, dá para fazermos um sprint pelo campo fora, saltando obstáculos (só alguns específicos, já faz lembrar a especificidade dos objectos destrutíveis). Dá-me um gozo valente, com as balas e rajadas de canhões a voar e estourar por todo o lado, e eu correr que nem um maluco por ali fora e rezar para que não me acertem.

Keep it up boys! I'm just gonna skip the hell outta here!

Yippie!

Este jogo também insere bastantes mais vezes momentos onde estamos completamente sozinhos (tanto a pé, como num tanque e até acho o controlo deste bem melhor do que nos 2 primeiros Call of Duty), sem qualquer companheiro para nos ajudar ou, por vezes, somente um, ao contrário dos anteriores onde isto era muito raro e não estava bem implementado, na minha opinião. Aqui, não há esse problema.

Taaaank!

Em termos visuais, basta dizer que é o motor Unreal 3 e penso que basta. É bonito.
A Gearbox conseguiu criar ambientes espectaculares e destaco 3 destes: um debaixo de um torrencial à noite (com carradas de gotas a cair, estas a serem iluminadas por focos de luz e as texturas dos chãos e das paredes a darem a sensação de água a escorrer) que me fez lembrar a sensação que tive num nível com ambiente semelhante quando o joguei pela primeira vez no Soldier of Fortune 2, um longo caminho de estrada cheio de incêndios devido a bombardeamentos durante a noite que mais parece o caminho para o inferno (daí o título) estando representado no início deste post e, por fim, um hospital com carga psicológica (é impressão minha ou os hospitais são bastante escolhidos para ambientes de terror?) bastante envolvente. Vermos aviões a passar ao longe no céu ou entre edifícios a alta velocidade para embaterem contra um obstáculo só ajuda à percepção de estarmos na guerra.

Trying to shoot planes, but they're so many and far away...

Hell.

Uma coisa que parece ter herdado do Unreal 3 é o gore. Uia, e que gore...

Hi there! Did you by chance seen the rest of my face on the way here?

Eww... Gross!

As personagens estão muito bem representadas graficamente, se bem que nota-se bastante a falta de expressividade nas suas caras e depois do que o Half-Life 2 nos mostrou há já uns 5 anos, desilude. Isto porque o jogo dá bastante ênfase na caracterização das personagens. A história são as personagens, os "irmãos de guerra", os seus obstáculos, as suas guerras internas, as amizades entre estes, em vez da própria guerra (no entanto, durante cada missão o jogo oferece-nos relatórios realísticos de certos momentos da missão que estivermos a jogar, sendo que alguns temos que os encontrar). Tenho a dizer que foi bastante efectivo, conseguindo envolver-me neste mundo virtual e dando-me mais um estímulo ao entrar na acção. Um jogo situado na 2ª Grande Guerra Mundial focado em contar uma história e expor personagens e as suas interacções não é assim muito comum.
Além disto, há momentos durante as missões que surpreendem como, por exemplo, vermos uma mulher ser escoltada por nazis para um estábulo e quando passámos por lá vemos a mesma enforcada. Nota-se que a equipa de desenvolvimento empenhou-se bastante para agarrar o jogador.

Me and my brothers...

Enfim, gostei bastante do jogo e não estou nada de acordo com o metacritic que diz que este jogo é o mais fraco dos 3. A minha opinião está a 180º desta. Este jogo está acima em todos os aspectos em relação aos 2 jogos anteriores e, se houver disponibilidade, aconselho vivamente a jogá-lo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

GF-EOS = TDSwJS


Depois do excelente e inovador:


Eis os eutaméns!


Mais uma prova que uma das especialidades dos portugueses é comprar feito. O formato é o mesmo, só muda a realidade. Será que são vassalos da Comedy Central, como o Chuva de Estrelas era da Endemol? Talvez copiar o Contra Informação fosse demasiado óbvio.

E eu que julgava que estes gajos inovavam. O que é bom esgota-se. Ou então tudo o que vai parar a Carnaxide murcha na cabeça e desvanece e vai parar a Queluz apresentar um programa da bochecha.

Mais vale ser mau?

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sins of a Solar Empire


A minha casa...














... é o Universo.

Este jogo simboliza um marco na minha história com RTS's. Ainda não experimentei nenhum jogo com uma sensação de escala tão grande, ou com um interface e um ritmo tão naturais como neste. É algo completamente delirante quando chegamos ao fim de algumas horas e temos entre mãos um império intergaláctico.

Um império que precisa ser protegido.



Para os postos de batalha!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Boicote L4D2 em vias de extinção?

L4D2 boycott group leader visits Valve


Boycotting Left 4 Dead 2? Think again. Initiator of the whole protest was invited by Valve to their studio (all expenses paid), he could see with his own eyes how the game looks like. The result? He’s delighted.

Valve invited (and paid for flights and hotels needed to carry out this tour) the Steam user Walking_Target to Valve headquarters. They presented Left 4 Dead 2 in its current condition and after that had a bit of friendly chat.

What does the boycott group leader think about the game? Here’s a quote: “The high quality of the game is not in doubt and I am confident that it will be even better.”

What do you think? Is the game really good or is that guy just a sell out?


Notícia retirada de SteamUnpowered.

Estou parvo com isto... Sem palavras...

Não, eu tenho algumas. Nunca, mas nunca, desde que o Left 4 Dead 2 foi anunciado, pensei que ia ser um mau jogo, muito pelo contrário. Há sequer algum jogo da Valve que eu não ache memorável? Não, não tenho nenhum... Este boicote surgiu como uma questão de princípio, pela indignação de um anúncio de uma sequela de um jogo lançado há menos de um ano e sem DLC's de jeito como tinha sido prometido, e, discutivelmente, parece ter dado resultados com o DLC que vai sair daqui a pouco tempo. Isto não tem a ver com a sequela, mas sim com o original.

Shame on you Valve... shame on you Walking_Target (you sure will be now)...

P.S.: "Dispensadores de Fruta desde 1914"? Makes no sense at all! AWESOME! ^_^

Shattered Horizon


Space, The Final Frontier!


Andava distraído, até que apanhei uma entrevista na bit-tech com os senhores da Future Mark Games Studio, que me abriu o olho a algo totalmente diferente.


Trata-se de um shooter multiplayer-only com 360º de liberdade de movimento. Sem dúvida, uma abordagem diferente, talvez inspirada no velhinho Descent. Em vez de controlarmos uma nave, temos um fato espacial com propulsores e ausência de "chão" na maior parte dos níveis.

Pormenores que chamaram a atenção:
  • Estilo artístico: futurista, mas não muito. Ainda são só humanos (não há cá E.T.'s), e as armas não disparam lasers.
  • Iluminação: o espaço é escuro, mas os modelos dos jogadores e de algumas partes dos níveis são claros. Isto cria altos contrastes e é fácil distinguir objectos na distância (UT3, estou a olhar para ti >_> )
  • Multiplayer only: gosto quando quem desenvolve se foca numa área e a deixa bem polida. São raras as casas que conseguem entregar SP e MP como deve ser. O preço também vai ser ajustado para baixo por ser apenas apenas multiplayer - outro ponto a favor!
  • Ausência de gravidade: isto é o que vai ditar o sucesso deste jogo. A mecânica tem de estar bem implementada para isto ser minimamente interessante.
  • Exclusivo PC, exclusivo DX10: se for o sleeper hit que desejo que seja, pode bem tornar-se o bastião dos fãs do PC, uma prova bem clara que esta plataforma ainda dá cartas.


Links Interessantes:
Screenshots via site-oficial

Afundanços dramáticos

Agora que foi dia de futebol da nossa selecção e mais uma vez foi adiada a dispensa desta do mundial, acho que que não fica mal meter uns vídeos daquilo que considero uma das melhores coisas neste desporto: o atirar para a piscina. Mas não o atirar para a piscina inteligente... nah... é aqueles com a carga melodramática de um Al Pacino que eu adoro.

Aí seguem eles...



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dragon Age: The Stolen Throne


E estava eu tão entusiasmado com o jogo Dragon Age: Origins...

Imagem e livro, via Amazon.co.uk

Que decidi comprar e ler o livro escrito pelo chefe dos escribas da Bioware alocados ao jogo. Os gajos que desenvolvem o corpo de conhecimento. Num título da Bioware, são o grupo que dão o cunho especial à peça. A meu ver, a Bioware está para o argumento como a Epic está para a tecnologia.

Portanto, tratavam-se de altas expectativas. Sobretudo depois de afirmações como "inspirados em "A Song of Ice and Fire" de George R.R. Martin" (dica: este gajo é bom).

O livro começa bem. Os capítulos iniciais são agitados, com bastante acção e um ritmo que cativa, ainda que a estrutura seja simples. Lá para meio a coisa abranda e para o final acelera de modo previsível.

E acelera muito. Demasiado. Em contraste com o arranque, que apesar de rápido, ainda se nota uma preocupação com detalhes que constroem ambiente e local, o final é entregue com traços gerais, em jeito de resumo. Terão sido problemas de prazo?

O livro sofre outro problema: preocupa-se mais em construir o universo de Ferelden do que contar uma história. Tem sabor a guia turístico. Apesar de causar curiosidade por alguns locais do jogo, Ferelden ainda é o típico mundo de "high-fantasy" que não se distingue muito de todos os outros inspirados por Tolkien.

Fica então a cargo das personagens o factor de distinção, aquilo que torna esta história única. Mas magras como elas são sabe a pouco. Portanto, o livro dilui-se na memória, sem nada de particularmente relevante que o torne especial à sua maneira.

Obviamente, isto levanta questões relativamente ao jogo. Adorei o Mass Effect e achei o livro que o antecedia bastante bom. Em ambos, o "escritor principal" foi Drew Karpyshyn.

No Dragon Age, o ónus cabe a Dave Gaider, e sinceramente, após este livro, a minha hype pelo jogo murchou. Tendo em conta que o meu tempo para RPG's diminui a cada dia que passa, vou ficar atento à opinião geral. Quem sabe, talvez surpreenda?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Jogos Adultos

Estava eu a ouvir um podcast do 1Up, Listen Up, há uns dias sobre jogos adultos, não adultos no sentido de XXX, mas aquele tipo de adulto que acarreta uma história poderosa, tomada de decisões difíceis impostas ao jogador, envolvimento de temas controversos, etc.

O que me ficou na memória dessa discussão foi o que um gajo (acho que se chamava N'gai ou coisa parecida, um daqueles nomes que só querem meter nojo para quem os quer escrever) disse.

Basicamente usou um exemplo. No Mass Effect é possível fazer sexo com uma alien sejamos uma personagem masculina ou feminina. O sexo é um tema adulto obviamente, mas a maioria dos jogadores olha para esta situação como um "achievement" (YO!) a ser desbloqueado, vai a FAQs ver como conseguir isto (uhm... lembra-me alguém... quem será?... acho que o conheço...), pergunta em fóruns, etc.


Por um lado fico triste, porque isto parece implicar que ainda não estamos muito preparados para receber jogos adultos, daí estes não saírem cá para fora frequentemente (Bioshock, Braid?) e é algo que espero que mude. Por outro lado, isto sempre foi a natureza dos jogos desde que foram criados, desafios para serem superados pelo jogador.

Enfim, desde que continuem a sair jogos de que eu goste, sejam adultos ou não, já me dou por contente.